Saúde e Sexualidade Juvenil

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  Bullying Bullying
Comportamentos e estratégias

O bullying acontece sempre que uma pessoa ou grupo de pessoas faz uso de palavras ou comportamentos para causar medo e mal-estar no outro, que se sente incapaz de se defender. Os comportamentos de bullying podem ser de agressão física (incluindo bater, dar pontapés e destruição de material ou bens), de agressão verbal (troça repetida, insultos ou ameaças) ou até de agressão relacional (espalhar rumores ou exclusão/isolamento).

Intencional: feito para intimidar

Brincadeira: feito para divertir

Repetido

Esporádico

Incessante, agravando-te no tempo

Parará, se lhe for pedido

Provoca medo, angústia e sensação de perda de controlo

A pessoa em causa sente-se descontraída

Exercício de poder no outro

Surge de uma divergência ou discussão

Impossibilidade de defesa

Possibilidade de contra-argumentar

Envolve ameaças

Expressam-se pontos de vista

Indesejado por uma das partes

A divergência é mantida por ambas as partes

O bullying pode acontecer em variados contextos: escolar/universitário, familiar, bairro em que se vive ou até nas redes sociais que se frequentam. No caso do bullying em contexto académico (escola ou universidade) pode co-existir com inseguranças e evitamento do local de ensino, pode interferir com a capacidade de concentração ou mesmo impedir a participação ativa das atividades da comunidade académica. Tornam-se mais prováveis as faltas às aulas ou mesmo o abandono académico, o que condiciona o sucesso profissional futuro.

Se estás a passar pelo bullying, provavelmente sentes-te desamparado(a), humilhado(a) e isolado(a). Lembra-te que a culpa não é tua e que não estás sozinho. Não foste tu que causaste a situação de bullying mas ter na manga uma ou outra estratégia pode ajudar-te a lidar com ela. Podes sentir-te tentado a faltar à escola, afastares-te dos teus amigos ou evitares situações em que podes encontrar a pessoa que te ameaça/violenta. No entanto, nem é justo, nem sequer é o melhor para ti, privares-te de momentos e atividades por essa razão.

Aqui ficam algumas dicas para lidar com momentos de bullying. Nem todas servem para todas as situações e pessoas, por isso deves escolher de acordo com a que resulta melhor no caso em questão:

 

- falar com amigos sobre o assunto e evitar o isolamento

Ter amigos e pertencer a um grupo protege-nos e facilita que os problemas de um se tornem menores, porque são assuntos de todos.

 

- procurar outras pessoas que estejam a passar pelo mesmo

Saber como outros resolveram as dificuldades que temos pode dar-nos pistas para sabermos e experimentarmos formas alternativas de reagir e responder ao bullying

 

- escrever num papel o que tem acontecido, o que está a sentir e o que pode fazer, mesmo que não mostre a ninguém

Escrever ajuda a estruturar as ideias e nesse sentido, ajuda-nos a pensar em alternativas e a praticar sentimentos de auto-confiança; por outro lado pode ser útil para quando quisermos expressar o nosso ponto de vista a outras pessoas

 

- adotar percursos variados e diferentes do habitual

Pode ser útil ter rotinas variadas, que dificultem a vida a quem exerce bullying, de forma a tornar menos previsíveis os nossos locais, passos ou atos.

 

- respirar

Parar e não fazer nada é muitas vezes uma forma que desarma o outro e que contraria uma possível escalada de agressividade, pelo que pode ser útil não responder; por outro lado, a respiração pode ajudar de três formas. A primeira é fisiológica, já que o estado de ansiedade estimula áreas do cérebro nos provocam a hiperventilação, ou seja, inalamos o ar com mais rapidez; se fizermos um esforço consciente para mudar isso ajuda-nos a ficarmos mais calmos. A segunda está relacionada com o facto de trazermos à nossa atenção o momento presente quando tornamos a nossa respiração consciente. A última tem a ver com o facto de ser possível perceber que estamos ansiosos pela respiração, porque o fazemos sobretudo com a parte de cima do corpo e de forma rápida e não profunda.


- ignorar

O bullying é geralmente a consequência de uma vivência emocional desadaptativa, geradora de sofrimento. Ter este facto em conta facilita que ignoremos quem nos agride, passando a encarar as investidas como um sintoma e não como ataques pessoais.

 

- reportar/fazer queixa

Contar a um professor, a um técnico da escola pode ajudar a lidar com a situação e com os medos e as frustrações que dela advém.

 

(Fontes:

http://www.who.int/bulletin/volumes/88/6/10-077123.pdf

http://unesdoc.unesco.org/images/0024/002469/246970e.pdf

https://au.reachout.com/everyday-issues/bullying) 


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