O nosso corpo
Reprodução
A fisiologia da reprodução
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Não, são conceitos diferentes, embora se articulem e se complementem ao longo das diferentes fases da vida de cada pessoa.
Relativamente à sexualidade podemos referir que é uma parte integrante na nossa personalidade e que se desenvolve ao longo de toda a nossa vida. É uma fonte de comunicação e de prazer, uma forma de expressar a afectividade, uma maneira de cada pessoa se descobrir a si mesma e à outra.
A sexualidade tem também uma função biológica e inserida nesta uma função reprodutiva, quando o corpo atinge uma determinada maturidade física.
É com a puberdade e com os caracteres sexuais secundários que a capacidade reprodutiva se inicia, tanto para rapazes como para raparigas. Falar de reprodução é então falar da possibilidade física dos espermatozóides e óvulos (quando se encontram) darem origem a uma gravidez - ser-se pai ou ser-se mãe - e a maternidade e a paternidade são muito mais que processos físicos e de momento, mas tu isso já sabes!
É de realçar que quer a vivência da sexualidade e das relações sexuais, quer da reprodução implicam decisões informadas, livres e responsáveis. Decisões que devem começar por ti, pelo que queres e sentes, sem a influência do par ou grupo de amigos.
Há serviços de atendimento/aconselhamento e consultas de jovens onde é possível procurares informação e ajuda nas dúvidas que te vão surgindo.
Como sabes, as Delegações Regionais do IPJ possuem Gabinetes de Apoio à Sexualidade Juvenil, assim como as ARS, Centros de Atendimento a Jovens do Ministério da Saúde. Ambos são anónimos, gratuitos e confidenciais.
Se a sexualidade começa quando nascemos, a capacidade reprodutiva inicia-se com a puberdade, quando existe um desenvolvimento ao nível físico, nomeadamente dos órgãos sexuais, isto é, a produção de esperma no rapaz e a menstruação na rapariga. Contudo, as responsáveis por estas modificações são as hormonas. As hormonas são substâncias químicas libertadas pelas glândulas após informação recebida pelo cérebro, as quais estimulam o desenvolvimento dos órgãos sexuais e o respectivo crescimento corporal. Por volta dos 10-12 anos (mais ano menos ano), a glândula pituitária ou hipófise, localizada na base do cérebro, liberta uma hormona que, por sua vez, vai activar hormonas sexuais específicas que determinarão o desenvolvimento dos órgãos sexuais. Nos rapazes, esta hormona sexual chama-se testosterona e nas raparigas estrogénio.
Órgãos genitais masculinos
Externos:
- o Pénis - tem uma forma cilíndrica e tamanho variável, na sua extremidade está a glande; tem uma estrutura interna comparável a uma esponja – corpos cavernosos;
- o Escroto- bolsa de pele rugosa, muito sensível e que se reveste de pêlos, a partir da puberdade. A sua principal função é proteger os testículos;
- o Freio- ligação que une o prepúcio à glande;
- o Prepúcio- pele fina e elástica que cobre a glande;
- a Glande- extremidade do pénis onde se abre a uretra.
Internos:
- os Testículos - local onde se produzem os espermatozóides e a testosterona;
- a Uretra - canal excretor que termina no meato urinário. Dá passagem ao esperma ou à urina;
- o Epidídimo- estrutura com formato de vírgula onde os espermatozóides amadurecem;
- as Vesículas seminais- órgão duplo onde se alojam os espermatozóides, fabricam um líquido viscoso, o líquido seminal, que alimenta e facilita a deslocação dos espermatozóides;
- a Próstata - estrutura única situada nas proximidades das vesículas seminais e que produz um líquido – Prostático - que protege, alimenta e facilita a mobilidade dos espermatozóides;
- os Canais deferentes- designação atribuída a cada um dos canais que saem dos epidídimos, comunicam com as vesículas seminais, entram na próstata e terminam na uretra;
- a Glândula de Cowper, segrega um pouco de líquido que limpa a uretra antes da ejaculação e que pode conter espermatozóides.
Órgãos genitais femininos
Externos:
- a Vulva- conjunto dos vários órgãos genitais femininos externos;
- o Monte de Vénus- tecido adiposo situado sobre o púbis que se cobre de pêlos a partir da puberdade;
- os Pequenos Lábios- duas pregas de pele sem pêlos que rodeiam o orifício vaginal;
- os Grande Lábios- duas pequenas pregas de pele com pêlos que cobrem externamente os órgãos genitais;
- o Clitóris- é um órgão saliente e muito pequeno, situado na união dos pequenos lábios, mas de grande importância, também responsável por parte do prazer sexual da mulher. É formado por um tecido esponjoso muito sensível à estimulação sexual.
Internos:
- a Uretra- canal que conduz a urina da bexiga para o exterior, na mulher, só tem a função urinária;
- a Vagina- canal localizado entre a uretra e o ânus, que permite a penetração;
- a Glândula de Bartholin- glândulas responsáveis pela lubrificação vaginal;
- o Hímen, membrana muito fina e elástica que cobre parcialmente a entrada da vagina. Mais ou menos larga, mais ou menos espessa, esta membrana permite a saída do fluxo menstrual e pode permitir a mobilidade dos espermatozoides, se existe sémen no interior da vagina. Esta membrana é normalmente rasgada no acto inicial da penetração. Contudo existem hímens elásticos, os quais portanto tem capacidade retráctil;
- os Ovários- órgãos genitais internos onde se produzem os óvulos e as hormonas sexuais femininas (estrogéneos e progesterona);
- o Útero, órgão que aumenta de volume durante a gestação, à medida que se desenvolve o embrião;
- as Trompas de Falópio, dois canais compridos e estreitos que captam o óvulo quando este sai do ovário, para o conduzir ao útero;
- o Cólo do útero ou cérvix, canal que une o útero à vagina. Dilata no trabalho de parto permitindo a passagem do feto;
- o Corpo do útero, é a parte maior do útero, que cresce durante a gravidez e retorna depois ao tamanho normal após o parto;
- o Meato urinário, pequeno orifício situado entre o clitóris e a entrada da vagina, por onde se dá a emissão de urina;
- o Endométrio, mucosa que reveste o útero com transformações ao longo do ciclo menstrual, por acção das hormonas sexuais. A sua descamação corresponde ao fluxo sanguíneo cíclico: a menstruação ou período menstrual.
Não. Somente se assemelham na medida em que são o sinal biológico de que a partir desse momento tanto os rapazes como as raparigas adquiriram capacidades reprodutivas. Procura no site outros textos que te ajudem a esclarecer alguns aspectos de que aqui falámos, por exemplo, Puberdade, Ciclo Menstrual, Fisiologia da Sexualidade, entre outros. Podes sempre escrever para sexualidade@ipj.pt ou telefonar para Sexualidade em Linha através do 808 22 2003.