Sol e praia

 Roteiros

Por Espinho e Esmoriz

Actividades e passeios por Espinho e Esmoriz.

Abrir todo conteúdo

Espinho

Quando ainda o Algarve não era o que é hoje, de Espinho dizia-se ser praia de luxo. Aqui veraneava gente com responsabilidades no destino do país, homens e mulheres com destacada fama no mundo das artes que procuravam aquilo que conhecidos e povo ansiavam sem distinção de classes. Descanso e ar iodado, já que o Sol às vezes troca as voltas e os dias de nevoeiros chegam a ser muitos. Era também, aliás um pouco à semelhança de toda a costa, zona de bom pescado. Sardinha sobretudo e agora até é o tempo dela. Dizem os pescadores que de Verão ela aproxima-se mais da costa. Estranho contra-senso, parece pedir que seja apanhada. Mas não tenhas ilusões. A água é agitada e gelada e o vento às vezes sopra sem dó nem piedade. Apesar dos pesares, escolher Espinho como destino é uma boa escolha, e este ano, a praia da Baía presenteia os visitantes com o galardão da bandeira azul.

Surf e bodyboard são as modalidades mais praticadas neste mar. Na areia a história é outra. É o volei o campeão e senhor. Pode ser que deste chão saia mais uva, como se costuma dizer, ou trocado por miúdos que daqui saiam mais campeões, como a dupla que quase trouxe o bronze para Portugal aquando dos Jogos Olímpicos de Atlanta: João Brenha e Miguel Maia.

De Espinho cidade, o encanto não existe. São torres e torres junto à praia, que servem de habitação de Verão e não só. Ele há ainda os hotéis e restaurantes que tendem a subir em altitude. As esplanadas são rasteiras e enchem no Verão. Mas a praia resiste como pode e sabe. Foram anos de crescimento desenfreado feito à lei do betão. Do que foi construído, não há grandes motivos de orgulho.

Junto à costa, mas já no alcatrão, as bicicletas são transporte de excelência. As ruas enchem-se delas. Percorrem de lés a lés os números da correnteza. Paralelas equivalem a números pares, a perpendiculares os ímpares. Nos nossos dias, já não é o comboio o meio de transporte que mais gente traz a Espinho, mas ainda assim, faz parte da paisagem urbana.

Esmoriz e Ovar
A barrinha de Esmoriz é uma importante reserva ecológica. Que o digam as aves migratórias que aqui vêm recolher. Em tempos foi igualmente terra de pescadores. Da arte xávega já nada resta, por isso nem sequer contes com este motivo para fotografar. No extenso areal de areia fina brinca aos tempos que já lá vão, constrói o teu castelo e aventura-te em mais um mar de bandeira azul. Também aqui não existiram planos de ordenamento e agora a paisagem ressente-se. Os mamarrachos estão um pouco por toda a costa. O mar vai avançando como que vingativo a querer engolir cada vez mais a terra.As praias apresentam extensos areais de areias finas e pinhais onde são proporcionadas as condições para que o piquenique aconteça. O paredão serve de passeio marítimo quando o mar está bravio. E se for altura de marés vivas é de assistir ao espectáculo, mas bem longe. Há alturas em que o vento corre irado e o nevoeiro pouco deixa ver. A ser esse o caso, foge para Ovar e vinga-te num lanche feito à base de pão-de-ló, o doce típico. Terra que viveu do que a ria e o mar lhe deu, para trás ficaram os tempos da agricultura, dos campos adubados pelo moliço, da extracção do sal. Os moliceiros, ainda são vistos por ali, mas cada vez mais raros. Depois passeia à beira da ria, mete conversa com quem de lá é. E se quiseres saber ainda mais sobre o sítio onde te encontras, o Museu Etnográfico está lá para te ajudar nisso mesmo. Afinal, mesmo de férias, o saber não ocupa lugar.

LIGAÇÕES

Hiperligação RSS Hiperligação PodCast Hiperligação Loja Ponto JA