Natureza

Jardins Botânicos

Ajuda

Lisboa, Coimbra e Funchal foram os escolhidos. Dos mais antigos, aos maiores e aos mais exóticos.

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Lisboa

Só na capital existem dois jardins botânicos. Um no Príncipe Real e o outro na Ajuda. O da Ajuda, aquele que te sugerimos, foi fundado em 1768 e foi projectado por um botânico italiano, Domingos Vandelli que veio de Pádua a mando do rei D. José.

Lisboa era na altura lugar de muitos hortos compostos por colecções de plantas oriundas de África, Ásia e América. Mas a ter esta classificação, o jardim Botânico da Ajuda foi mesmo o primeiro de Portugal desenhado e projectado para manter, estudar e coleccionar o máximo de espécies do mundo vegetal.

Com uma área de 3,5 ha a arquitectura segue os modelos renascentistas em terraços talhados na encosta sendo três os elementos fundamentais. A pedra esculpida, plantas (claro) e a água em fontes e lagos. A nível de ornamentação o jardim tem influências barrocas. Notas isso na fonte central e nas escadarias. O jardim dos aromas, como o nome indica, tem plantas aromáticas e medicinais desenhadas para cegos, o que é uma boa notícia.

Ainda aqui podes informar-te sobre os mini cursos para amadores que queiram iniciar a actividade de jardinagem e ainda outros para quem procura desenvolver um tema específico. 

AjudaCoimbraFunchal
Coimbra
Se o Jardim Botânico de Lisboa era o mais antigo, o de Coimbra é o maior de Portugal. Foi mandado construir pelo Marquês de Pombal em 1772 para que aí funcionasse o laboratório de botânica da Universidade de Coimbra. Dois artistas italianos se destacaram na sua construção, Vandelli (o mesmo de Lisboa) e Della Bella. À entrada do jardim está a estátua de Avelar Brotero, o primeiro director botânico. A autoria do monumento é de Soares dos Reis.

Genericamente o jardim divide-se em duas partes. A mata e os jardins dispostos em três terraços formando um anfiteatro. As mais de 1200 espécies contam com algumas delas raras e exóticas e proporcionam uma viagem pelo reino vegetal e também pelo mundo.

Esquilos podem ser vistos aqui em plena liberdade. Foram aqui introduzidos em 1997 e ao que parece estão para ficar. Falta ainda para visitar as estufas tropicais e a estufa fria. Depois, o Museu Botânico não deixa de ser um bom complemento do jardim. 

Funchal

Se para visitar os jardins anteriores se aconselha calçado apropriado, para este então ainda mais. Para além de estar plantado em socalco, as zonas pedonais são feitas à base de pequenas pedras de basalto que cansa muito mais.

Um conselho, se a tarde já estiver alta começa pelo Parque dos Loiros que fecha meia-hora mais cedo. E não te preocupes com contas, pois o bilhete dá para visitar os dois parques.

Como deves calcular as casas de catatuas, periquitos e papagaios são as gaiolas ou de outra forma estaria este céu cheio das mil cores destas aves exóticas. Os únicos que andam em liberdade são os pavões que quando abrem a cauda proporcionam um festival de cor imponente.

A ligação directa ao Jardim Botânico é uma boa solução mas se por aqui começaste, a subir agora te encontras.  

A topiária, espera que te expliquemos, é a arte de moldar as plantas, e é um recanto muito apreciado. Dos buxos saem diferentes formas. Um cão, um veado, um pássaro gigante... Mas tens de te apressar na visita porque o leque de plantas deste jardim ultrapassa as 2500. E independentemente do seu lugar de origem desenvolvem-se aqui tão bem quanto no seu país.

Algumas delas são tão raras que iniciaram o doloroso caminho da extinção. Trazem consigo o nome científico, popular, a família e o local de origem. O BI actualizado e à vista.

As plantas indígenas e endémicas exclusivas da madeira, portanto, e de outras ilhas atlânticas como os Açores, Canárias e Cabo Verde estão bem representadas. Grande destaque tem aqui a floresta natural da Madeira, a Laurissilva que é Património Mundial da Unesco.

No Arboreto encontras plantas de zonas do globo opostas tais como os Himalaias e trópicos. É um privilégio deste clima que permite que essa proeza seja alcançada.

A lista que se segue é extensa. Tropicais, cultivares, aromáticas e medicinais (ou supersticiosas) é o grupo mais saboroso e perfumado do jardim. Árvores de fruta tropical e subtropical, cana de açúcar e café, plantas usadas na cozinha e na medicina popular da Madeira.

Admira-te com a bonita paisagem para a baía do Funchal e com o sossego do lugar, apesar da via rápida passar por baixo do jardim. Artes da arquitectura...

Ah, o Museu da história natural e o herbário complementam a visita. 

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