Educação para o Desenvolvimento
Descrição
A Educação para o Desenvolvimento, enquanto conceito, nasce de um trabalho protagonizado pelas ONGD (Organizações não Governamentais para o Desenvolvimento) e traduz-se na adoção de exigências comuns de equilíbrio e coesão social, de valorização de princípios de participação, de dignidade dos cidadãos e de sustentabilidade justa.
A Educação formal e não formal para o Desenvolvimento é uma atividade continua promovida a nível internacional e a nível nacional, por várias entidades, nomeadamente as que integraram a Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento 2010-2015 e a vigente Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento 2018-2022.
Segundo a Plataforma ONGD “Educação para o Desenvolvimento” (ED) é um processo dinâmico, interativo e participativo que visa a formação integral das pessoas...a Educação para o Desenvolvimento não pode nunca confundir-se com campanhas de angariação de fundos, com objetivos de visibilidade e marketing de organizações ou ações, nem com iniciativas de informação oficial sobre Ajuda ao Desenvolvimento.”
Definição da Visão Estratégica (MNE, Uma Visão Estratégica para a Cooperação Portuguesa, pp 45-46)
Através da partilha de informação e reflexões a «Educação para o Desenvolvimento»
- a conscienlização e sensibilização social;
- o reconhecimento de situações de injustiça;
- a capacidade de intervenção;
- o desenvovimento de visões, estratégias e propostas de mudança;
- o combate às injustiças.
Em 2008, o Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) iniciou o processo para elaboração de uma Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento (ENED). Este processo envolveu organismos governamentais e não governamentais, nomeadamente o Instituto Português da Juventude (IPJ), tendo culminado com a aprovação da Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento 2010 -2015, através do Despacho n.º 25931/2009, de 26 de novembro, do Ministério dos Negocios Estrangeiros.
A nova Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento 2018-2022 foi aprovada em Conselho de Ministros em 5 de julho de 2018 e resulta de um profundo trabalho de debate e reflexão promovido por diversas entidades públicas e da sociedade civil, visando a construção de sociedades mais justas, solidárias, inclusivas, sustentáveis e pacíficas.
Promover a cidadania global através de processos de aprendizagem e de sensibilização da sociedade portuguesa para as questões do desenvolvimento, num contexto de crescente interdependência, tendo como horizonte a ação orientada para a transformação social.
- Camões, I.P.;
- Direção-Geral da Educação (DGE);
- Plataforma Portuguesa das ONGD;
- CIDAC – Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral;
- Agência Portuguesa do Ambiente, I.P. (APA);
- Alto Comissariado para as Migrações, I.P. (ACM);
- Comissão Nacional da UNESCO;
- Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género;
- Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P. (IPDJ);
- Associação de Professores para a Educação Intercultural;
- Associação de Reflexão e Intervenção na Política Educativa das Escolas Superiores de Educação (ARIPESE);
- Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente (CPADA);
- Conselho Nacional de Juventude (CNJ);
- Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres;
- ANIMAR - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local;
- Rede Intermunicipal de Cooperação para o Desenvolvimento.