Cidadania

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Pensamentos inspiradores sobre o tema do Ano Internacional da Juventude: Diálogo e compreensão mútua.

Testemunhos provenientes de vários quadrantes e de diversas faixas etárias: personalidades de destaque, jovens com sucesso no seu percurso profissional, jovens estudantes anónimos, etc.

«Não podemos viver uns sem os outros. Podemos respirar, mas não podemos viver – verbo enorme. O diálogo é a ponte mais segura que podemos construir. Através dela, circula a compreensão do quanto enriquecemos com as diferenças. Não podemos viver sem aprender. Podemos respirar, mas não podemos viver – verbo enorme.» 

José Luís Peixoto, escritor

 

 

«“O nosso ano, a nossa voz” não é mais do que “o diálogo e compreensão mútua” que se pretende exista no relacionamento interpessoal das populações de todos os países, envolvendo o mundo inteiro, de forma a se encontrar o equilíbrio indispensável à promoção e desenvolvimento de uma melhor vida no planeta Terra.

Esta realidade deve iniciar-se nas camadas mais jovens da população. Disso ninguém tem dúvidas.

Mas como conseguir que isso aconteça?

Não é difícil reconhecer que, de uma forma geral e a qualquer momento, a formação dos jovens – a todos os níveis – sofre convulsões diversas que, de uma ou de outra forma, influem no rendimento que se espera desses mesmos jovens, sempre ávidos em aumentar o nível de conhecimentos e de actividades correlacionadas com o que mais gostam, com o que mais assiduamente vêem ou com o que mais sonham.

Esta mistura de sonhos/objectivos/gostos é que precisa de ser moldada, acompanhada, pelo menos nos anos ditos mais “verdes”, isto é, no patamar escolar.
A Escola deve ser, seja em que nível for, o centro da maior parte das atenções dos jovens. É o local onde começam a surgir as maiores dúvidas. Nessa altura, não há certezas absolutas.

É por isso que o “diálogo e a compreensão mútua” devam ser estimuladas, aplicadas, analisadas de modo alargado. Cabe aos professores e orientadores um papel preponderante para encaminhar os jovens na escolha das melhores soluções, até porque é com eles que passam grande parte do tempo.

Mas também é preponderante que os pais, encarregados de educação, família, não se demitam das outras funções, específicas, que devem trilhar para que reine esse mesmo “diálogo e compreensão mútua” dentro de casa. Aliás, todos os problemas que surgem começam, por norma, dentro das nossas próprias casas.

Mas este “diálogo e compreensão mútua” não podem ser apenas em 2011. O “Nosso Ano, a Nossa Voz” tem que ser e fazer-se sentir e ouvir todos os anos.

Há que reter estas mensagens e apelar aos jovens e familiares e amigos que há muito para viver. Muito para fazer. E que os jovens tem que pensar que o futuro, essencialmente, é deles próprios. É o ciclo da vida.»

Carlos Lopes, Campeão Olímpico da Maratona

 


«O diálogo é uma prática: é um acto de comunicação entre pessoas. Quando pensamos num mundo globalizado, nos dias de hoje e numa realidade em que a diversidade cultural e o encontro com o outro se tornam cada vez mais presentes e incontornáveis, o “diálogo” ganha novas dimensões e importâncias. As aspas fazem sentido pois começamos a falar de algo difícil de definir. O diálogo emerge com mais força como um objectivo, senão mesmo uma necessidade – um caminho para um mundo melhor. Para valorizar os processos do re-conhecer, perceber, aceitar, fala-se muitas vezes do diálogo em termos de “estado adquirido” (“Ficar a conhecer (outra cultura, religião, …)”). Contudo, isto de nos “darmos a conhecer” e crescermos com a troca e partilha de ideias, perspectivas e experiências é tão pouco linear quanto a natureza humana.

O diálogo não acontece por si só. É preciso elementos comuns, como uma linguagem (um idioma, um registo, uma série de referências, …) para que a comunicação possa acontecer sem se esbarrar com desentendimentos – os famosos “problemas de comunicação”. É preciso vontade, pois as pessoas só entram em diálogo quando se disponibilizam e assumem uma vontade de o fazer. É preciso consciência que a urgência do diálogo não se prende só com diferenças culturais, mas também com diferenças etárias, de género, de posturas e por aí fora.

Para desconstruirmos barreiras e encurtarmos distâncias entre nós e os “outros”, tantas vezes mistificados e escondidos atrás de um termo assim abstracto, é preciso começarmos por nós e por quem temos ao nosso lado. É preciso vermo-nos a nós próprios como “outros”. Vestirmos essa pele muitas vezes e em muitas situações. Só assim abandonamos uma perspectiva dicotómica, como se existisse uma “nossa” realidade e a “deles”. Só assim abraçamos uma visão periférica e um mundo plural. Só assim damos vida à diversidade. Quem sabe, talvez assim ultrapassemos a comunicação “na medida do possível” e entremos por portas que o diálogo abre.»

Inês David, 27 anos, doutoranda em Antropologia

 

 

«Diálogo e compreensão mútua é indispensável e pode ser considerado como uma chave principal para esclarecer as dúvidas e os mal entendimentos num mundo constituído por culturas diferentes. O diálogo pode facilitar e acelerar a integração dos imigrantes num ambiente novo»

Leila Sadeghi, 29 anos, iraniana, prémio do Ano Jovem Empreendedora Imigrante

 

 

«Ao nomear o Ano Internacional da Juventude, as Nações Unidas instigam a valorizar a energia, imaginação e a capacidade de iniciativa dos mais novos no combate aos grandes desafios mundiais, nomeadamente o alcance da Paz e desenvolvimento económico. É encorajado o diálogo entre gerações, promovendo o respeito pelos direitos humanos, os ideais de liberdade e solidariedade.

Dando ferramentas aos jovens, sem falsos paternalismos, podemos exigir deles compromissos sérios no caminho do desenvolvimento.»

Catarina Furtado, embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA)

 

  

«Diálogo é uma palavra que envolve acção. Sobretudo nestes tempos mais conturbados, essa acção impõe-se como uma urgência. Mas diálogo envolve também a capacidade de ouvir, de compreender o que se passa em nós e à nossa volta.

Todos somos responsáveis pelo mundo em que vivemos, e será sempre através do diálogo que podemos avançar para uma sociedade melhor. O mundo moderno só tem a ganhar quando se estabelece esse diálogo activo, sobretudo entre grupos que, à partida, se convencionam distantes.

Existe muitas vezes um fosso entre o mundo dos adultos e o mundo dos jovens e normamente impõe-se aos jovens a aprendizagem de temas desenvolvidos por adultos. Mas eu acredito que os jovens, vivendo na mesma sociedade, afectando e sendo afectados por ela, têm uma visão importante do mundo que os rodeia.

Seria benéfico que o diálogo bilateral tivesse sempre lugar, em que todos pudessem compreender, ouvir e ser ouvidos, para que a sociedade, o mundo progredisse.

Assim, talvez nós, os adultos, pudéssemos recuperar a força e a intenção de mudar o mundo, intenção essa tão característica da nossa juventude. E essa intenção cumpria-se e a juventude passava a ser somente uma coisa física. Porque a cabeça, essa, seria jovem sempre. E o mundo seria novo.»

Heitor Lourenço, actor

 

 

«Brisa da Primavera,
insana porque perfeita,
Ruma à fonte da alegria,
no Jardim da Juventude
ao pé do rio tumultuoso,
levando novas aos jovens.
Diz-lhes que vivam ao sol.
Saboreiem os dias.
Oiçam suas melodias.
Tomem o perfume das sonoras flores
e se amem em seus amores.
Diz-lhes, também:
Que a juventude é apenas um dia de sol plebeu,
nobre por ser tão precoce e tão passageiro,
Um fogo de artifício que abre o céu.
Uma supernova que explode, brilha e arrefece.
Um sentimento da eternidade que enfraquece.
Para vós,
juventude,
os de pouca e muita idade,
para que nunca se percam na velhice dos anos que ainda não vieram!»

Paulo Guerra, juíz de direito

 

 

«Significado da palavra diálogo: numa analogia à música, o diálogo é descrito como uma composição em que as vozes ou os instrumentos se alternam ou se respondem. É, para mim, a essência da partilha, do conhecimento de nós e dos outros.

Dialogar é também uma forma de criar sentidos, de questionar, de discordar, de negociar e de compreender.

Dialogar é sempre uma entrega e uma manifestação de interesse pelo outro. No trabalho com os jovens (talvez em todas as esferas das relações sociais!) o diálogo, quaisquer que sejam os meios e as formas  de comunicação, é indispensável para criar histórias comuns. E, assim, fazer melhor!»

Ana Rita Laranjeira, psicóloga social

 

 

«Não interessa a cor, a raça, a idade, o sexo, a religião ou o ponto do globo em que nos encontremos. Se todos fizermos um esforço para compreender os outros à sua volta,  iremos dialogar mais!  Dissipando, desta forma,fantasmas pré-concebidos.
Tornaremos, sem dúvida, o Mundo num local mais aprazível e feliz para se viver.

A dialogar é que a gente se entende!»

Sílvio Oliveira, educador social

 

 

«Ser pessoa implica um desenvolvimento em relação, aprendendo com o Outro, escutando e respeitando esse Outro, partilhando, aprendendo a dar e a receber. Numa relação que se rege pelo diálogo, que é essa partilha de ideias, sentimentos, reflexões, cada um tem a possibilidade de "crescer" mais um bocadinho, de vivenciar o seu valor e compreender o valor do(s) Outro(s).

O diálogo permite, então, o esclarecimento, a reciprocidade, a valorização e o bem-estar de cada um, aceitando a diversidade e a diferença, mas abrindo portas ao sentimento de pertença a uma comunidade.»

Isabel Alberto, doutorada em Psicologia, professora da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra

 

 

«Através do diálogo e compreensão é possível expressar o que sentimos, o que pensamos. Através do diálogo e compreensão, podemos tocar alguém, mudar algo, destruir preconceitos e abrir horizontes.

Aquilo que dizemos pode ter a força de mudar as coisas para melhor, acredito que os jovens tem esse poder e que esse deve ser esse o seu papel na sociedade.»

Telma Monteiro, 25 anos, judoca

  

«O diálogo é o oposto da solidão, reconhecimento do outro como igual, vontade de ouvir mais vozes e com isso ficar mais rico. A vida só tem sentido para além da existência singular, quando nos faz companheiros de uma viagem extraordinária e do privilégio que é estar vivo. Habitantes do mesmo planeta, o contacto com o outro vai-se alargando à medida que as tecnologias permitem comunicações instantâneas à distância. Diálogo entre pessoas, países ricos e pobres, entre gerações e culturas. Compete aos mais velhos, os que tiveram a experiência de sectarismos e exclusões, apontar o caminho, é responsabilidade dos mais novos realizar a obra.»

Professor Doutor Nuno Lobo Antunes, neuropediatra

 

 

«Diálogo e Compreensão Mútua são dois conceitos base da nossa vida em família e em sociedade.»

Ana Abrantes, arquitecta

 

 

«Num tempo a ferro e fogo, sob o efeito de iniquidades, regressões, vertigens enquanto o futuro começa à luz da esperança e das descobertas humanistas, importa restituir o princípio antigo que nos vinculava a ouvir o outro nas circunstâncias de confronto ou acordo, nos momentos de decidir.

A interlocução torna menos imponderadas e crispantes numerosas circunstâncias da vida pessoal e colectiva. Por isso, contra o privilégio das artes da guerra, dever-se-ia investir mais e melhor nas que, pela busca da ética e da justiça, realizam a equanimidade e a paz. Em cada dia. Em todas as acções que importam.»

José Manuel Mendes, escritor e presidente da Associação Portuguesa de Escritores

 

 

«Os jovens são o futuro da humanidade  e merecem muito mais que diálogo e compreensão.

É tempo de acção, de seriedade e construção de um futuro que lhes permita orgulharem-se do legado deixado. Não quero ser lembrada como parte da geração que arruinou a humanidade.

Viva a juventude que existe em cada um de nós, mesmo quando a idade avança.»
 
Joana Rocha , campeã nacional de surf 2009

 

 

«Num ano de crucial importância o biénio de 2010/2011, também internacional da Juventude, comemora-se assim o 25º aniversário sobre o tema; “Diálogo e Compreensão Mútua”. Aquele sentido, que não sendo subjectivo, alerta para o autismo de anteriores gerações, fazendo com que, mais que nunca a juventude tivesse de lembrar às mesmas, que também já o foram!»

Manuel Cruz Prada, escultor, mestre (presidente da Associação de Escultura e Arte Contemporânea)

 

 

«Diálogo e compreensão mútua, dois transformadores por excelência que, certamente, traçam o melhor caminho para a evolução da espécie humana.»

Miguel Gonçalves Ribeiro, 23 anos, biólogo

 

 

«O diálogo faz-nos crescer enquanto seres humanos e potencia o progresso da Humanidade.»

Ana Correia, 23 anos, nutricionista

 

 

«Há que promover o diálogo entre os jovens de todas as nações. Está na hora de compreendermos as nossas diferenças, de forma a alcançarmos uma evolução sustentável.»

Sérgio Lobo, 28 anos, músico e consultor de marketing e publicidade

 

 

«O diálogo e a compreensão mútua é a base da nossa vida, é nela que nos temos que basear para que possamos ter uma vida colorida e com sentido. Não somos iguais, é verdade, mas é a falar que a gente se entende, é a compreensão que nos faz crescer e ser alguém. Cabe a cada um de nós tomar essa decisão.»

Dulce Amaral, empreendedora

 

 

«A magia do diálogo

Com o diálogo aclaram-se ideias, esclarecem-se dúvidas, desfazem-se mal entendidos. Vemo-nos a nós próprios nas nossas palavras. Elas são o nosso espelho!

Conhecemos o ponto de vista dos outros...e porque pensarão eles daquela maneira?! De repente, compreendemos! …e sem perceber bem como, mudamos a nossa maneira de pensar. Enriquecemos!

Exteriorizamos os nossos sentimentos, os nossos anseios, os nossos desejos. Expressamos os nossos sonhos e, sem dar conta, damos o primeiro passo para a sua realização.

Sentimos os sentimentos dos outros, os seus receios, os seus desejos, as suas dificuldades... sem perceber bem porquê, estamos prontos para ajudar, para colaborar na realização dos seus sonhos nem que seja com... uma palavra!

Do diálogo surgem ideias novas, nascem projectos e a vontade de agir, de construir. De contribuir para que o Mundo seja mais correcto, justo e equilibrado!

Esta é a magia do diálogo.»

Elisabete Jacinto, piloto de todo-o-terreno

 

 

«Talvez da discussão nasça a luz, mas é seguramente o diálogo que a mantém acesa.»

 Júlio Machado Vaz, sexólogo e professor universitário

 

 

Nota: Este é um conteúdo em crescimento, pois sempre que nos chegam novos testemunhos, estes novos contributos são acrescentados.

 

 

Saber mais...

» 2010-2011: Ano Internacional da Juventude - Breve enquadramento

» Agenda - Calendário de actividades em que podes participar

» Documentos-chave - Os principais textos

» Links úteis - Sítios Internet com informação relevante
 
» Embaixadores - Jovens <30 representantes

» Depoimentos - As palavras de personalidades de relevo na sociedade civil


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