Cidadania

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As palavras de personalidades de relevo na sociedade civil sobre os temas mensais do Ano Internacional da Juventude.
Descrição

O Ano Internacional da Juventude decorre sob o tema: «Diálogo e compreensão mútuos».

Em cada mês são dinamizadas actividades que incidem nas seguintes temáticas:

  • Setembro de 2010 - Prevenção Rodoviária
  • Outubro de 2010  - Participação Cívica
  • Novembro de 2010 - Empreendedorismo e Inovação
  • Dezembro de 2010 - Voluntariado
  • Janeiro de 2011 - Direitos e Igualdade
  • Fevereiro de 2011 - Cultura e Diversidade
  • Março de 2011 - Educação Não Formal, Formal e Ciência
  • Abril de 2011 - Emancipação dos Jovens e Democracia
  • Maio de 2011 - Estilos de Vida Saudável e Desenvolvimento Sustentável
  • Junho de 2011 - Associativismo Juvenil e Participação Local
  • Julho de 2011 - Mobilidade Juvenil
  • Agosto de 2011 - O Futuro

Convidámos diferentes personalidades a escreverem algumas palavras sobre estes temas. Acompanha!



«A juventude representa o renovar das gerações e a esperança num mundo melhor para todos. O que implica a luta generosa pelas Causas justas.

A Paz é a mais importante dessas Causas. Constrói-se no diálogo das gerações, das civilizações e entre crentes e não crentes. Baseia-se na compreensão mútua e no respeito pelos outros.»

Mário Soares

«Ser empreendedor implica, em primeiro lugar, poder sê-lo, ter as condições naturais genéricas de robustez física, propensão para educação permanente, para questionar, para arriscar e ter a curiosidade e destreza intelectual para olhar para os erros de forma construtiva.

Ser empreendedor implica também e necessariamente querer sê-lo. Balancear as actividades profissionais, desportivas e familiares, interagir e olhar para o mundo de forma crítica e construtiva; não desistir perante a adversidade e aproveitar o momento em que várias ideias próprias ou de outros se transformam em inovação, seja de produtos, processos ou serviços.»

Belmiro de Azevedo

«Ser voluntário não é só ajudar uma pessoa menos favorecida: é muito mais do que isso. É estar envolvido como ser participante em acções concretas; é um modo de estar na vida, no qual a participação activa e responsável nas diversas estruturas da sociedade é um imperativo de cidadania; é exercício de civismo e de co-responsabilidade pelo bem-comum. É exactamente construir pontes humanas para alimentar a esperança. Esperança de uma vida melhor, mais digna, em verdadeira inclusão na comunidade. Aos jovens cabe um papel impar na construção desta sociedade mais justa, colaborando como voluntários e garantindo um mundo melhor.»

Isabel Jonet

«Lutar pelos «Direitos» e por um ideal de «Igualdade» significa afrontar a exclusão. Uma exclusão olhada não apenas como forma de desigualdade social, mas enquanto «limitação de acesso à condição de cidadania». De uma cidadania vista como expressão de dignidade de todos e de cada um de nós. Por isso que combater a exclusão não se compadece com outra intenção que não seja a de procurar vencê-la, sem perder jamais de vista a intenção última da sua erradicação. É este, pois, um desígnio irrecusável na construção de uma sociedade sã e verdadeiramente democrática.
Um desígnio que se deseja, também ele, sem excluídos!»

Álvaro Laborinho Lúcio

«É preciso que cada civilização, cada religião e cada cultura seja capaz de praticar, no seu próprio interior, a tolerância, o reconhecimento da liberdade de consciência e o direito à diferença.

O diálogo, complexo e exigente, de civilizações, culturas e religiões é necessário, possível e frutuoso. É o melhor contraponto para o isolamento, a desconfiança e o confronto mas também o mais potente incentivo à abertura, ao entendimento e à tolerância».

Jorge Sampaio

«O mundo está mergulhado numa corrida desenfreada pela inovação e pelo crescimento económico sustentável. Nesta prova ganhará quem melhor dominar os saberes e as competências do futuro para o exercício de uma cidadania plena e para uma participação responsável na vida produtiva.

Em 30 de Dezembro de 2006, o Jornal Oficial da União Europeia publicava uma Recomendação denominada Key Competences for Lifelong Learning – A European Framework.

Neste verdadeiro mandato europeu priorizam-se os 8 agregados seguintes de Competências-Chave:

1. Comunicação na língua materna
2. Comunicação em línguas estrangeiras
3. Competências matemáticas e competências básicas em ciência e tecnologia
4. Competência digital
5. Aprender a aprender
6. Competências sociais e cívicas
7. Sentido de iniciativa e de empreendedorismo
8. Consciência e expressão cultural

As denominadas Soft Skills – 5 a 8 no elenco acima reproduzido – são um desafio novo a uma escola tradicional ainda focada na aquisição de conhecimentos formais e, acima de tudo, às aprendizagens não formais e informais que são a principal fonte de competências tácitas.

Importa, num novo contexto centrado no saber-fazer e na criação efectiva de valor, relevar as competências de Aprender a Aprender que constituem a condição fundamental à concretização do sonho de uma Sociedade da Aprendizagem Permanente e ao Longo da Vida.

O Portugal de Quinhentos foi líder nos saberes aplicados e nas competências de navegação. Os jovens do Portugal do Século XXI enfrentam o desafio incontornável de recolocar o país na dianteira das Competências e da Aprendizagem Vitalícia, condição sine qua non de criação de prosperidade e de afirmação do talento português no mundo.»

Roberto Carneiro

O diálogo e a compreensão mútua são os pilares da política europeia de juventude. Devemos, no entanto, fazer mais para enfrentar os desafios do futuro: promover os valores universais da democracia, os direitos humanos e o estado de direito; envolver os jovens na construção de sociedades abertas, justas e inclusivas; fomentar organizações da sociedade civil que sejam críticas e criativas.

O Conselho da Europa, cuja acção juvenil é baseada na cooperação próxima entre governos e organizações juvenis (“co-gestão”), está sempre do lado de quem coloca o interesse dos jovens em primeiro lugar – no nosso continente e em todo o lado.

Ralf-René Weingärtner, director de Juventude e Desporto do Conselho da Europa

O direito de ser criança

As crianças têm necessidades irredutíveis. Incluem o direito a uma habitação condigna, a uma alimentação saudável e a uma protecção persistente até à idade adulta; mas também não as podemos privar de um envolvimento emocional adequado, nem podemos esquecer a necessidade de respeitarmos os seus sentimentos ou a urgência de permitir que desenvolvam o seu equilíbrio interno.

De uma forma resumida, têm um direito inalienável: ser criança.

Para que as crianças possam ter uma futuro saudável, temos de lhes proporcionar condições de existência que permitam o cumprimento das necessidades, preocupando-nos com um estilo de vida que garanta alimentação saudável, sono tranquilo e com horário adequado, e exercício físico bem organizado. Só assim se tornarão jovens com bem-estar e adultos integrados.

Daniel Sampaio

O Conselho Nacional de Juventude, enquanto plataforma de organizações nacionais de juventude, tem pautado a sua acção pela promoção dos valores da participação e do associativismo juvenil, enquanto contributos para o fortalecimento da sociedade civil e formação de jovens cidadãos activos. O empreendedorismo social, o espírito crítico, a capacidade de liderança e comunicação são algumas das competências essenciais que podem ser adquiridas nas vivências que o associativismo possibilita.
 
No contexto actual de crise em que vivemos, a aposta no associativismo com força interventiva e capacidade transformadora da realidade que o rodeia deve ser incentivado e reconhecido. Acreditamos que o associativismo deve fazer parte das soluções, enquanto estruturas organizadas que acolhem o potencial criativo e inovador dos jovens cidadãos, disponíveis para contribuir para a construção de sociedades mais sustentáveis.

José Filipe Sousa, presidente do Conselho Nacional de Juventude

 

"(...) O contexto da celebração do Ano Internacional da Juventude coloca em evidência a importância da participação dos jovens nas Associações Juvenis. O Movimento Associativo tem acumulado uma grande experiência ao longo destes anos, tanto quantitativamente (...) como qualitativamente(...). As associações são uma referência imprescindível para conhecer a realidade e as necessidades juvenis.
As Associações Juvenis são exemplo de criatividade, empreendedorismo e  flexibilidade dos jovens, tendo revelado uma notável capacidade de adaptação a condições de permanente instabilidade, em particular durante os últimos anos. O crescimento e a emergência de centenas de novas associações é disso reflexo (...)."

Júlio Oliveira, presidente da Federação Nacional das Associações Juvenis

A melhor viagem que já fiz talvez seja a que ainda está por fazer. Uma ida ao topo do Kilimanjaro, às estepes da Mongólia, ao recife de coral da Austrália, às picadas de Moçambique, às ondas da Indonésia, ou fazer uns trekkings em Yellowstone na América do Norte.
Porque é esta a filosofia, nunca parar. O mundo muda, a Índia que conheci em 2001 e 2002 não é a mesma que encontrei em 2007. Que não será a mesma que encontrarei neste afortunado regresso em 2011. Ainda bem que estive em Torres del Paine, extremo-sul do Chile, antes do grande incêndio que consumiu parte considerável do parque.
A vida inteira não chega para explorar nem sequer metade da sabedoria do planeta.
Se não estou a viajar - é uma máxima - estou a trabalhar para o fazer.
 
Raquel Ochoa, embaixadora do Ano Internacional da Juventude

A mobilidade juvenil é um direito e uma oportunidade que contribui para o desenvolvimento de competências essenciais para a participação activa na sociedade e para a entrada das gerações mais jovens no mercado de trabalho. Nos últimos vinte anos, as instituições nacionais, europeias e internacionais têm investido em programas de mobilidade juvenil, cientes de que conhecer outras realidades e ter contacto com outras perspectivas sobre o mesmo assunto alimenta a reflexão acerca de nós próprios, dos nossos contextos (comunidade, escola, trabalho, associação) e do mundo que nos rodeia.

Este fenómeno, que se reflecte a diferentes níveis (de intercâmbio cultural, associativo, académico e do mercado de trabalho), tem contribuído para a transformação pessoal e social e construção de uma sociedade mais aberta à diferença e capaz de enriquecer com a diversidade.

No entanto, o direito à mobilidade juvenil, elemento chave para o desenvolvimento, ainda não é uma realidade para muitos jovens, quer para os que estão para além das fronteiras comunitárias da UE, quer para os que não estão incluídos na nossa própria comunidade. É essencial, tendo em conta o actual contexto, que continuemos a criar oportunidades de mobilidade mais inclusivas e a trabalhar para o envolvimento cívico e para a capacitação de mais jovens.

Andreia Henriques, embaixadora do Ano Internacional da Juventude


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